Investidores monitoram leilões do BC; dólar cai

SÃO PAULO, 26 de junho de 2009 - Os investidores recebem com tranqüilidade os dados sobre consumo dos Estados Unidos, considerado fundamental para a superação da crise, enquanto monitoram os leilões do Banco Central (BC). A autoridade monetária já comprou dólares no mercado à vista e ainda hoje, oferta mais 5,64 mil contratos de swap cambial que vencem no próximo dia 1º. Instantes atrás, o dólar comercial caia 0,36%, vendido a R$ 1,94.

Em maio, os gastos dos consumidores norte-americanos avançaram 0,3%, após ficarem inalterados um mês antes. A renda subiu 1,4% no período, seguindo elevação de 0,7% em abril e acima das expectativas do mercado. Contribuiu para o crescimento da renda o aumento no pagamento de benefícios sociais em conexão com um programa de estímulo econômico do governo americano.

No entanto, a sexta-feira começa instável na maioria dos mercados, sinalizando uma pausa após acentuada valorização de ontem. Internamente, pesa as projeções mais moderadas para a economia brasileira neste ano, feitas pelo Banco Central. De acordo o Relatório de Inflação, O Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar 0,8% neste ano e não mais 1,2%. O BC considerou que, apesar dos resultados do PIB referente ao primeiro trimestre de 2009 sugerirem que os efeitos da crise poderão ser menos intensos do que o previsto inicialmente, o desempenho da indústria teve impactos menos favoráveis, o que refletirá diretamente na expansão econômica.

O mercado de câmbio também segue movimentado pelo noticiário dos IPOs. Ontem à noite, a Visanet divulgou o resultado de sua operação, que atingiu R$ 8,4 bilhões - a maior oferta já realizada na história da bolsa brasileira. Segundo analistas, a participação de investidores estrangeiros superou a média de 68% das ofertas anteriores, ficando acima de 80%.

Ainda ontem, a última revisão do Produto Interno Bruto (PIB) para um pouco menos ruim e o anúncio do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) de extensão da linha de swap com 13 bancos centrais estrangeiros, entre eles o brasileiro, até 1º de fevereiro de 2010, sustentaram a melhora dos mercados.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)