Otimismo marca os negócios do dia

SÃO PAULO, 25 de junho de 2009 - O otimismo tomou conta dos mercados. Mesmo em queda, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos dá sinais de que a economia do país está se recuperando. A economia norte-americana reportou contração de 5,5% no primeiro trimestre de 2009, na comparação com o último trimestre do ano passado.

Com os sinais de melhora, as bolsas norte-americanas encerraram em alta. O Nasdaq subiu 2,08%, o S&P500 avançou 2,14%, enquanto Dow Jones ganhou 2,08%. Porém, o aumento dos pedidos de seguro desemprego limitaram a valorização. Os novos pedidos de auxílio-desemprego subiram 15 mil na semana encerrada dia 20 de junho.

Diante disso, aqui no Brasil, a bolsa subiu quase 4%. O Ibovespa registrou expansão de 3,71%, aos 51.514 pontos. A alta do barril do petróleo favoreceu as ações da Petrobras, que, consequentemente, impulsionaram o índice. O declínio do dólar também beneficiou as ações das empresas produtoras de commodities, como a Vale e Usiminas.

No mercado de câmbio, a moeda norte-americana recuou 1,82%, para R$ 1,947 na venda, uma vez que os investidores estrangeiros aumentaram o interesse na abertura de capital da Visanet, elevando o fluxo de dólares em direção ao Brasil.

Nos juros, os sinais foram de queda. O Depósito Interfinanceiro (DI) de julho deste ano foi o mais negociado com 260,3 mil transações efetuadas e giro de R$ 26 bilhões. A taxa deste papel ficou em 8,99%, ante 9,02% da véspera. Vale lembrar que a curva de juros já está bem precificada, com os investidores projetando corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 22 de julho. Atualmente, a taxa Selic está em 9,25% ao ano.

Nas commodities, o petróleo encerrou em alta. O barril do tipo WTI, com vencimento em agosto, encerrou com alta de 2,3%, cotado a US$ 70,24 em Nova York. O Movimento para Emancipação do Delta do Niger (Mend ,sigla em inglês) atacou um óleoduto da Shell em resposta à visita do presidente russo Dmitri Medvedev à Nigéria. Medvedev anunciou ontem à noite em Abuja, capital do país, que a Rússia estava pronta a investir no setor de petróleo e do gás da Nigéria.

No agronegócio, os contratos de trigo para setembro fecharam em baixa de 1,14%, cotados a 561,25 centavos de dólar por bushel, na Bolsa de Chicago. Os preços caíram com a melhora das perspectivas para a safra dos Estados Unidos, onde já começou a colheita, enquanto ainda resta oferta da safra passada, que bateu recorde histórico.

(Redação - Agência IN)