Michelin cortará 1.093 vagas em aposentadoria e remanejamento

Agência AFP

PARIS - Diante da forte queda na demanda, a fabricante de pneus Michelin anunciou nesta quarta-feira um plano para cortar 1.093 postos de trabalho em um período de três anos, a partir de 2010. Os cortes serão feitos por meio de saídas voluntárias e não haverá demissões, segundo a empresa. O jornal "Le Monde" havia publicado na terça-feira que a Michelin iria demitir 1.500 funcionários.

Em comunicado, a empresa disse que 495 dos funcionários sairiam da empresa com a aposentadoria. Outros 498 trabalhadores receberão ofertas em outros setores da empresa diferentes de sua posição atual, um procedimento conhecido na França como "reclassificação".

Ao mesmo tempo a empresa informou que planeja contratar 500 novos empregados por ano, nos próximos três anos, para renovar sua força de trabalho.

A Michelin, com sede no centro da França, em Clermont-Ferrand, foi atingida pela turbulência econômica que afetou de forma particularmente grave a indústria automotiva.

No comunicado, a Michelin justificou as medidas dizendo que eram provocadas por "um contexto extremamente competitivo, agravado pela crise atual".

A demanda por pneus caiu globalmente como resultado da crise econômica. Em abril, a empresa disse que suas vendas caíram 14,2% para 3,5 bilhões de euros (US$ 4,5 bilhões) no primeiro trimestre. Em volume, o recuo das vendas foi de 24,4% entre janeiro e março.

A Michelin também anunciou propostas para modernizar seu centro de pesquisas e promover inovação no desenvolvimento de pneus.

A companhia vai investir 100 milhões de euros na unidade de Clermont-Ferrand, 15 milhões de euros no desenvolvimento de pneus para caminhões na fábrica de Tours e 50 milhões de euroos no desenvolvimento de uma borracha mista na unidade de Moncteau.