Tesourarias derrubam dólar a R$ 1,968

SÃO PAULO, 29 de maio de 2009 - O dólar caminha para fechar mais uma semana em queda frente ao real. A alta taxa de juros - de 10,25%, enquanto que a maioria das economias desenvolvidas pratica taxa próximas de zero - e a percepção de que o Brasil passou bem pela crise tem atraído ingressos de investidores estrangeiros. Isto, somado a tradicional disputa pela formação da Ptax derruba as cotações para abaixo de R$ 2. No fim da manhã, a moeda norte-americana recuou 2,04%, para R$ 1,966 na compra e R$ 1,968 na venda.

A Ptax de hoje liquidará os contratos que vencem no início de junho na BM&F, os "strikes" de opções, além de importantes operações com derivativos cambiais, como o vencimento de US$ 3,4 bilhões em contratos de swap tradicional e reverso. Neste último caso, quanto mais baixa a taxa de liquidação, maior os ganhos dos investidores.

Os sinais de melhora na economia global também estimulam o apetite por risco, derrubando o dólar mundo afora. Já as principais bolsas de valores operam no azul. Os investidores retomam o ânimo embalado por indicadores favoráveis divulgados em vários pontos diferentes do mundo. No Japão, a produção industrial teve expansão de 5,2% em abril ante março, no maior ritmo em mais de meio século. O Produto Interno Bruto (PIB) da Índia cresceu 5,8% no primeiro trimestre do ano na comparação com mesmo período de 2008, superando as previsões dos analistas. Na Alemanha, as vendas no varejo aumentaram 0,5% em abril ante março, sendo que era previsto retração de 0,1%.

Diante desse quadro benigno, os investidores recebem com tranqüilidade a primeira revisão do PIB norte-americano do primeiro trimestre para contração de 5,7%, em termos anuais. A primeira estimativa para o PIB havia apontado queda de 6,1%.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)