Bolsa de São Paulo alcança o maior volume financeiro do ano

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Após operar a maior parte do dia em baixa chegando a perder os 53 mil pontos , a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ganhou força no final do pregão e encerrou a sexta-feira em leve alta de 0,30%, aos 53.197 pontos. Foi o melhor nível do ano. O volume financeiro foi de R$ 8,191 bilhões, também o maior de 2009. No mês, a Bolsa paulista acumulou alta de 12,4%. Este foi o terceiro mês seguido de valorização. No ano, o ganho acumulado está em 41,67%. Já o dólar, que perdeu 9,4% no mês de maio, rompeu o patamar dos R$ 2 e fechou a semana cotado a R$ 1,975 para venda.

Os investidores estrangeiros seguem ampliando as compras no mercado brasileiro. Dados da Bovespa mostram que, no acumulado do mês até o dia 26, o saldo de negociação direta dos investidores não-residentes passava de R$ 5 bilhões, elevando o total captado no ano para R$ 10,17 bilhões.

Oscilação

Entre os dia 4 e 26 de maio, os estrangeiros efetuaram compras no valor de R$ 34,445 bilhões, enquanto as vendas somaram R$ 29,396 bilhões. Com tal resultado, além de maio marcar o quarto mês consecutivo de entrada de recursos externos, também terá o título de melhor mês em termos de captação desde abril no ano passado. Já o saldo no acumulado do ano é recorde.

Os motivos desse desempenho seguem os mesmos. A menor aversão ao risco liberou recursos que, agora, estão em busca de maior rentabilidade. Fora isso, o Brasil está bem avaliado entre os investidores estrangeiros, já que o país apresenta fundamentos sólidos e o mercado consumidor resiste à crise. O mercado também nota a influência da expectativa de recuperação na China, o que melhora a perspectiva para o preço das commodities e, consequentemente, para os principais ativos da Bovespa.

Eu vejo ainda o mercado mantendo ainda essa tendência de alta. No entanto, a partir de segunda-feira nós podemos ver um período de realização de lucros (venda de ações valorizadas) que pode durar pelo menos uns 15 dias, por parte de alguns grandes gestores de investimentos avalia Waldney Trindade Nery, analista da corretora Uniletra.

A sensação de que a economia global já chegou ao fundo do poço e que o Brasil deve se sair melhor do que outros países no processo de retomada deve garantir mais entrada de dólares no Brasil em junho, mantendo o real apreciado. Analistas preveem, no entanto, que o ritmo vertiginoso de queda do dólar pode não se sustentar após os vencimentos de contratos futuros e derivativos da virada deste mês.