Volatilidade marca 1ª etapa dos negócios

SÃO PAULO, 28 de maio de 2009 - Os juros apetitosos - que já caiu para 10,25% ao ano e pode chegar nos 9% até o de 2009, mas ainda continua entre as maiores do mundo - e a boa resiliência do Brasil a crise aliado à percepção de melhora do cenário econômico externo mantêm o País como o "Paraíso" dos investimentos estrangeiros. Esta enxurrada de recursos que ingressa no mercado brasileiro desde o mês passado colocou o câmbio em trajetória de queda, levando o dólar para abaixo de R$ 2 pela primeira vez desde outubro. No fim da manhã, a moeda norte-americana caiu 0,30%, para R$ 2,008 na compra e R$ 2,01 na venda.

Nesta quinta-feira, as atenções se voltam para a agenda do dia e para as movimentações em torno da General Motors. Em Wall Street, as ações da montadora dispararam após os detentores de títulos aceitarem trocar suas dívidas por ações. Segundo especialistas, a medida poderá permitir que a montadora eleve sua liquidez em caixa, ficando mais fácil superar a crise, mas não deve evitar uma recuperação judicial.

Na pauta, as referências são positivas nos EUA. O mercado de trabalho e a atividade industrial revelaram números melhores do que o esperado. No entanto, o segmento imobiliário decepcionou mais uma vez. Na zona do euro, o índice de confiança dos empresários e consumidores subiu ao maior patamar dos últimos seis meses.

Internamente, os investidores ainda digerem as declarações do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, à Comissão do Congresso sobre a probabilidade de fixar alíquotas de IOF contra a eventual entrada maciça de dólares no Brasil, o que, segundo ele, não estaria acontecendo. Meirelles também deixou bem claro que o governo está disposto a manter o regime de fortalecimento das reservas internacionais e que continuará comprando dólares.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)