IGP-M cai 0,07% em maio, refletindo preços no atacado

SÃO PAULO, 28 de maio de 2009 - A deflação no atacado perdeu força em maio, o que contribuiu para a desaceleração da variação negativa do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Neste mês, o IGP-M apontou deflação de 0,07% em relação a abril (-0,15%). A taxa superou a expectativa do mercado financeiro, já que segundo o Boletim Focus desta semana a previsão era de deflação em torno de 0,10%.

O IGP-M acumula variação negativa de 1,14% no ano. Porém, tem inflação de 3,64% acumulada nos últimos 12 meses.

Em maio, o Índice de Preços por Atacado (IPA) ficou negativo em 0,33%, ante taxa -0,44% apurada em abril. A elevação se deve ao desempenho de Bens Intermediários (-1,36% para -0,67%) cujo o subgrupo materiais e componentes para a manufatura saiu de -1,47 para -0,94%. Já o Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou de -1,48% para -0,91%.

No mesmo sentido, o grupo Matérias-Primas Brutas (0,06% para 0,61%) foi puxado por milho em grão (-3,19% para 6,30%), bovinos (-0,33% para 1,70%) e soja (em grão) (3,97% para 5,13%). Em sentido oposto, registraram desacelerações em itens como: laranja (-4,05% para 3,23%), fumo em folha (9,30% para 1,11%) e café em grão (0,82% para -3,23%).

A mudança só não foi mais intensa por conta do grupo Bens Finais (0,33% para -0,52%) devido ao desempenho do subgrupo alimentos in natura (2,83% para -5,31%). Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou passou de 0,12% para 0,9%.

No varejo, Alimentação (1,13% para -0,19%) e Transportes (-0,16% para -0,21%) que contribuíram para a redução de 0,58% para 0,42% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Em contrapartida, registraram acréscimos os grupos: Despesas Diversas (1,69% para 3,97%), Habitação (0,33% para 0,63%), Vestuário (0,44% para 0,67%), Educação, Leitura e Recreação (-0,17% para 0,03%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,82% para 0,90%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) saltou de -0,01% em abril para 0,25% em maio refletindo uma recuperação do setor, após as ações de estímulo do governo.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)