Vendas caem 9% no Rio de Janeiro

SÃO PAULO, 27 de maio de 2009 - A indústria do Rio de Janeiro teve recuo de vendas de 9% em abril na comparação com março, mas apresentou crescimento de 2,2% nas horas trabalhadas; 0,2% no pessoal ocupado e 1,4% na massa salarial, segundo a pesquisa Indicadores Industriais, da Federação dasIndústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Todos os números estão com ajuste sazonal. Apesar da queda, o resultado é próximo ao dos dois primeiros meses do ano, o que afasta a hipótese de um recuo adicional da atividade.

As demais comparações nas vendas também foram negativas: queda de 21,8% frente a abril de 2008 e de 18% no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Nas horas trabalhadas, há recuo de 4,2% na comparação com abril de 2008 e de 5,4% na quadrimestral. Em pessoal ocupado foi registrada alta de 0,2% em relação a abril do ano passado e de 0,96% no quadrimestre. A massa salarial subiu 2,7% em 12 meses e caiu 1,2% considerando os primeiros quatro meses do ano.

A utilização da capacidade instalada com ajuste sazonal,por sua vez, apresentou estabilidade, totalizando 79,3%. No primeiro quadrimestre do ano, a média foi de 79,27%, abaixo da média do mesmo período do ano anterior (80,09%).

Segundo a diretora de Desenvolvimento Econômico da Firjan, Luciana de Sá, os números de abril mostram que não foi confirmado ainda um processo de recuperação da indústria do Rio.´Mas há sinais positivos, como os dados relacionados a pessoal. A atividade sinaliza uma melhora para frente. A continuidade da queda dos juros e da retomada do crédito vão ajudar´, afirma.

Entre os setores pesquisados, as maiores retrações em vendas foram em Edição e Impressão (-39,11%), que havia concluído grande volume de encomendas em março; Produtos Químicos (-24,77%), onde algumas empresas sofreram influência da crise internacional; Máquinas, Aparelhos e Material Elétrico (-22,58%), em decorrência do forte faturamento no fechamento do primeiro trimestre; e Produtos de Metal (-22,04%), em função de fatores sazonais.

Por outro lado, cinco dos 16 setores da pesquisa tiveram alta de vendas: Refino, Combustível Nuclear e Álcool (+7,40%), Máquinas e Equipamentos (+6,68%) e Papel e Celulose (+6,16%), todos com substancial aumento do volume de entrega de encomendas.

Na análise de 12 meses, a queda foi liderada pelos setores de Refino, Combustível Nuclear e Álcool (-53,75%), Máquinas, Aparelhos e Material Elétrico (-43,13%), Produtos de Metal (-38,51%) e Produtos Químicos (-33,75%).Três setores apresentaram alta: Máquinas e Equipamentos (+23,00%), Edição e Impressão (+15,80%) e Papel e Celulose (+0,96%).

(Redação - InvestNews)