UE revela reformas para tornar mercados financeiros mais seguros

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BRUXELAS - Os bancos serão examinados mais atentamente sob novas regras da União Europeia anunciadas nesta quarta-feira. O plano visa aplicar as lições aprendidas com a atual crise e proteger os investidores abalados pelo choque de crédito.

Os planos da Comissão Europeia formam um núcleo de apoio da resposta da região à crise. Eles pretendem perceber qualquer início de risco de forma antecipada e evitar a necessidade dos governos novamente terem que injetar dinheiro na economia para salvar bancos.

Os planos são baseados em um esboço feito pelo ex-presidente do Banco da França Jacques de Larosiere e têm apoio em princípio de líderes da região.

Eles representam uma tentativa de regulação em um mercado financeiro dominado por bancos globais como HSBC, BNP Paribas e Santander, apesar da supervisão continuar nacional.

A Comissão propõe dois órgãos para corrigir o que vê como buracos regulatórios. Um Conselho Europeu de Risco Sistêmico compreendendo bancos centrais e reguladores nacionais monitoraria o início de riscos e pediria ações antes dos riscos deixarem de ser administráveis. O Banco Central Europeu (BCE) presidiria tal conselho.

Haveria também um grupo de três novas autoridades cujo trabalho seria de assegurar que as regras da UE sejam aplicadas nos 27 países do bloco. O grupo teria poderes para interferir em um país membro caso ele não cumpra as regras.