Opep quer petróleo a US$ 75, mas deve manter produção

REUTERS

NOVA YORK - Os ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vislumbravam um petróleo cotado entre US$ 75 e US$ 80 o barril na véspera da reunião do grupo em Viena, mas devem manter a produção estável apostando em uma recuperação da economia para impulsionar o mercado.

O ministro do petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, afirmou na quarta-feira que o mundo está pronto para lidar com o petróleo a US$ 75 - US$ 80 o barril, intervalo que o país considera alto o suficiente para sustentar os investimentos em energia no longo prazo. Ele afirmou que isso pode ser alcançado antes do final deste ano.

Anteriormente, a Arábia Saudita havia sinalizado que poderia viver com o petróleo em torno de US$ 50 para ajudar na recuperação econômica.

O petróleo já saltou de uma mínima de US$ 32,40 em dezembro para o maior nível em seis meses acima de US$ 63 o barril na quarta-feira.

Naimi afirmou que a reunião de quinta-feira da Opep não precisa alterar a política de produção do grupo, mas ele evitou falar se já existe um consenso entre os 12 membros do grupo.

A Arábia Saudita sempre foi considerada como moderada. Já a Venezuela normalmente está entre os primeiros a exigir preços mais altos.

Ao chegar a Viena na quarta-feira, o ministro do petróleo venezuelano, Rafael Ramirez, afirmou esperar que o petróleo alcance US$ 75 no quarto trimestre, mas afirmou estar preocupaco com os níveis de estoques.

Ele não acredita que a Opep vá alterar suas metas de produção, mas disse que ela deve se concentrar em melhorar a condescendência em relação aos cortes já existentes.

Delegados afirmaram que outros na Opep também estão preocupados com os altos níveis dos estoques, mas que ainda confiam em uma recuperação dos preços.

- O preço do petróleo esteve convalescendo nos últimos meses, e agora está parecendo melhor. Tenho certeza que chegará nos níveis almejados em breve - disse um deles.

Desde setembro do ano passado, a Opep reduziu a produção em 4,2 milhões de barris por dia (bpd) e implementou cerca de 80% dos cortes prometidos.