Bolsa avança 2,28% e supera os 53 mil pontos

SÃO PAULO, 27 de maio de 2009 - Além da continuidade do sentimento positivo quanto à melhora da economia global, notícias corporativas animaram ainda mais os investidores na primeira etapa do dia. A bolsa de valores brasileira opera com valorização de 2,28%, aos 53.024 pontos - pontuação que não atingia desde 22 de setembro deste ano. O giro financeiro estava em R$ 2,39 bilhões.

O Bank of Americana (BofA) anunciou hoje que conseguiu levantar quase US$ 26 bilhões, o que representa 76% do total apontado pelo governo norte-americano no teste de estresse, divulgado no início do mês. O BofA precisaria de US$ 33,9 bilhões, de acordo com o documento. Na semana passada, a instituição já havia levantado US$ 13,5 bilhões por meio da emissão de 1,25 bilhão de ações.

Além disso, o BofA também vendeu sua participação de 5,8% no capital do banco chinês China Construction Bank (CCB), em uma operação que lhe garantiu US$ 7,3 bilhões. Estas iniciativas contribuíram para alcançar o nível Tier 1 Capital - ou seja, quando a instituição precisa reservar 4% do total dos ativos ajustados ao risco - em US$ 1,8 bilhão.

No mesmo sentido, a agenda de indicadores econômicos norte-americanos continua trazendo boas notícias. Desta vez foi a venda de imóveis usados que chamou a atenção. A comercialização de imóveis usados atingiu 4,68 milhões em abril, mais do que o esperado pelo mercado (4,66 milhões). Em março, as vendas chegaram a 4,55 milhões.

Mas nem tudo caminhou para o sentido positivo. A montadora General Motors (GM) informou que fracassou na tentativa de reestruturação da sua dívida obrigatória. Segundo a própria montadora houve um apoio "significativamente menor" que o esperado por parte dos credores. O plano de convencer 90% de donos dos papéis da montadora a trocar US$ 27 bilhões em títulos de dívida por 10% de participação em uma companhia reorganizada não conseguiu atingir a meta de redução do débito definida em consulta com o governo norte-americano.

"Apesar do bom resultado divulgado, as bolsas norte-americanas seguem bastante voláteis, com o mercado recuando após comentários do FDI - Federal Deposit Insurance -, avaliando que houve um aumento no número de instituições com problemas, fazendo investidores retomar o pessimismo quanto ao fim do impacto da crise no sistema financeiro norte-americano", segundo relatório da Arkhe.

(Vanessa Correia - InvestNews)