Lula e Chávez não fecham acordo sobre refinaria em Pernambuco

JB Online

DA REDAÇÃO - Apesar dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Hugo Chávez, da Venezuela, mostrarem novamente uma boa relação, a intimidade entre os chefes de Estado no encontro de Salvador não foi suficiente para sair um acordo entre a Petrobras e a petrolífera venezuelana PDVSA para a construção de uma refinaria em Pernambuco. Por outro lado, o BNDES anunciou nesta terça um empréstimo de mais de R$ 4 bilhões para os vizinhos sulamericanos.

Lula lamentou não fechar mais esse acordo com Chávez e mostrou bom humor ao explicar a situação:

- Só não foi possível concluir acordo entre Petrobras e PDVSA porque são duas moças muito bonitas e muito fortes que disputam palmo a palmo - brincou o presidente brasileiro, que disse esperar para mais 90 dias, no máximo, a retomada das negociações entre os países, além de outros negócios como a exploração da estatal brasileira na Faixa de Urinoco, na Venezuela.

Por falha no sistema de áudio do encontro entre Chávez e Lula, alguns pontos da conversa entre os presidentes evidenciaram o ritmo das negociações. Lula chegou a brincar dizendo que elegeria Dilma, se tornaria presidente da Petrobras e deixaria José Sérgio Gabrielli, atual presidente da estatal, como seu assessor.

As negociações giravam em torno do governo venezuelano entrar com cerca de 40% dos US$ 4 bilhões previstos para a construção da refinaria, porém, até o momento somente o governo brasileiro investiu na obra.

O embróglio nas negociações seria porque a Venzuela tem feito exigências que esbarram nos interesses da estatal do petróleo brasileiro. O país vizinho queria ter direito de comercialização no Brasil de petróleo importado da Venezuela.

Chávez mostrou decepção com o rumo das negociações:

- Lamentável não sermos capazes de fazer um acordo. Estou frustrado. A culpa é dos dois governos - disse Chávez, em conversa que acabou vazando para a imprensa no hotel de Salvador.