Bolsa sobe 2% e encosta em 52 mil pontos

SÃO PAULO, 26 de maio de 2009 - Depois de apresentar volume reduzido de negócios por conta do feriado externo, o índice acionário da BM&FBovespa voltou a operar com força, seguindo de perto a tendência apresentada por Wall Street. Ao final dos negócios, a bolsa brasileira marcou valorização de 2,02%, aos 51.840 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,01 bilhões.

O fator que levou os investidores a irem as compras, mais uma vez, foi a divulgação de indicadores econômicos. O índice que mede a confiança dos consumidores, do Conferecen Board, atingiu 54,9 pontos em maio de 2009, enquanto que os analistas do mercado projetavam em torno de 42,6 pontos. Em abril, o indicador ficou em 40,8 pontos. Já o índice de atividade manufatureira em Richmond subiu para 4 pontos em maio, de acordo com relatório publicado hoje pelo Federal Reserve da região. Em abril, o índice marcou -9 pontos.

Em contrapartida, os preços dos imóveis recuaram 18,7% em março frente ao mesmo período do ano passado, conforme revelou o indicador S&P/Case-Shiller. Os números continuam a mostrar taxas recordes de queda, uma tendência iniciada no final de 2007. A queda dos preços nas 20 maiores áreas metropolitanas dos Estados Unido foi maior do que a esperada pelo mercado, que era um recuo de 18,4%.

Mais cedo, no início da manhã, foi divulgado que a Alemanha registrou contração de 3,8% em seu Produto Interno Bruto (PIB) referente ao primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses de 2008. "Os investidores estão minimizando dados ruins e maximizando os dados positivos", afirma Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos.

Para ele, essa situação não é muito confortável. "Não tenho recomendado a compra de ativos com o Ibovespa acima de 50 mil pontos. Mas também acredito que o ambiente deve continuar positivo no curto prazo, sem viés de mudanças. Então tenho indicado aos meus clientes operar em cima do giro e com controle de risco", completa o executivo.

No âmbito corporativo, a mineradora Rio Tinto anunciou um corte de 33% do preço do minério de ferro à siderúrgicas japonesas - tendo a frente a Nippon Steel. No entanto, a mineradora ainda está negociando os contratos com empresas chinesas, que também esperam uma queda no preço do ferro.

Por aqui, dentre os destaques de alta estiveram VCP PN (+8,08%), Sabesp ON (+7,46%) e Cyrela ON (+5,79%). Em contrapartidas, as ações da Tim ON (-1,53%)ALL unit (-1,49%) e JBS ON (-1,46%) figuraram dentre as maiores quedas do Ibovespa.

(Vanessa Correia - InvestNews)