Genéricos movimentam R$ 939 milhões no 1º tri

SÃO PAULO, 13 de maio de 2009 - Os medicamentos genéricos movimentaram R$ 939 milhões no primeiro trimestre do ano, com a comercialização de 71,2 milhões de unidades, evolução de 19,4% em relação aos três primeiros meses de 2008 quando o volume atingiu 59,6 milhões.

Em valores, as vendas das indústrias do setor somaram US$ 406 milhões contra US$ 444,2 milhões no primeiro trimestre do ano passado, o que representa queda de 18,5%. O indicador, segundo a Associação das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), é reflexo direto da desvalorização do Real frente ao dólar, consequência direta da crise econômica.

Em R$ (Reais), porém, as vendas do segmento evoluíram 21,7% no período, frente ao ano passado. Entre janeiro e março de 2009 a categoria de medicamentos movimentou R$ 939 milhões com as vendas ante R$ 771,5 milhões em igual período do ano passado.

O market share dos genéricos em unidades encerrou o trimestre em 17,7% em unidades, aumentando em 2,1% sua participação em relação aos 15,6% verificados no mesmo período do ano passado. Em valor, o market share dos genéricos respondeu por 14,2% de participação em valores no mercado farmacêutico brasileiro nos três primeiros meses de 2009 frente a 12,8% no ano passado.

O mercado farmacêutico total também apresentou crescimento no primeiro trimestre do ano que registrou vendas de 402,6 milhões de unidades entre janeiro e março de 2009 contra 383 milhões em igual período de 2008, fechando com alta de 5,1%. Pelo critério valor, houve retração de 17,4 % no período em decorrência do impacto da crise econômica no câmbio.

Ao excluir os genéricos da avaliação sobre desempenho do mercado farmacêutico brasileiro se constata que o mesmo apresentou crescimento de 2,5% no volume de unidades comercializadas. Foram 331,3 milhões no primeiro trimestre deste ano contra 323,3 milhões no mesmo período de 2008. O crescimento do mercado de genéricos superou ao restante do mercado farmacêutico em 3,8%.

"O segmento vem aproveitando a crise econômica para conquistar consumidores que não estavam habituados aos genéricos, mas que em um cenário de contenção de gastos domésticos acabaram consumindo produtos da categoria", informa em nota o presidente da (Pró Genéricos), Odnir Finotti.

Segundo o executivo, quando a crise passar, "temos convicção de que esses consumidores continuarão a comprar o medicamento genérico, pois perceberão que o produto tem qualidade e que é desnecessário pagar mais caro por um produto de marca".

A desvalorização cambial, de acordo com Finotti, não é prejudicial às empresas do setor, uma vez que a grande maioria tem capital de origem nacional e mais de 80% da produção do segmento é local.

"O mercado farmacêutico é auditado em dólar, e com os genéricos não diferente. Embora os valores decorrentes das movimentações com as vendas tenham sido menores, reafirmamos que isso é uma mera questão de conversão. Tivemos um crescimento acima do esperado para o momento econômico atual", explica o executivo.

Finotti conlui que as projeções de crescimento para 2009 serão mantidas. "A entidade espera crescimento de 20% em unidades e em valores, considerando o Real como a moeda de referência", explica em comunicado.

(Redação - InvestNews)