Dados da China elevam otimismo e dólar cai

SÃO PAULO, 12 de maio de 2009 - Os investidores operam atentos às praças internacionais nesta terça-feira, monitorando os últimos dados sobre a economia chinesa e o intenso noticiário corporativo. Bem cedinho, os players foram surpreendidos por números favoráveis sobre investimentos em indústrias e imóveis na China, embora as exportações do país continuem em queda.

Em abril, as exportações caíram 22,6%, marcando o sexto mês consecutivo de recuo. No entanto, os investimentos aumentaram em 30,5% nos primeiros meses do ano em relação à igual período de 2008, ao somar US$ 543,2 bilhões.

Instantes atrás, o dólar comercial caía 0,44%, para R$ 2,047 na compra e R$ 2,049 na venda. Mundo afora, no entanto, as principais bolsas de valores apontam instabilidade, influenciadas pelas reavaliações dos sinais recentes de que o pior da crise econômica pode ter ficado para trás. O setor bancário segue sobre pressão e as notícias corporativas são negativas, o que contribui com o movimento dos índices.

Os mercados também avaliam a oferta de ações da montadora Ford e os rumores de que o Bank of America já conseguiu levantar US$ 7,3 bilhões. Entre os indicadores, o déficit da balança comercial norte-americana avançou menos do que o esperado. Em março, o saldo negativo aumentou para 27,6 bilhões frente ao resultado do fevereiro. No entanto, a previsão era de déficit de US$ 29 bilhões.

Ainda hoje, a pauta reserva o orçamento referente a abril do departamento do Tesouro e o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Atlanta, Dennis Lockhart, sobre mercados financeiros.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)