Dia de embolsar ganhos com dólar em baixa

SÃO PAULO, 11 de maio de 2009 - Depois da valorização das últimas duas semanas, o dia foi de embolsar ganhos. O movimento de venda foi grande nos mercados do mundo todo.

Aqui no Brasil, a bolsa acompanhou o movimento externo e fechou em leve baixa. Ao final do pregão, o índice acionário da BM&FBovespa registrou declínio de 0,82%, aos 50.976 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 4,12 bilhões. A agenda econômica fraca também contribuiu para um dia de poucos negócios. Dentre as ações de maior destaque estão as do JBS e no sentido negativo, a Cosan liderou as perdas.

Nos Estados Unidos, a preocupação dos investidores prejudicou os índices. Eles estão receosos com a rapidez com que os índices acumularam ganhos. O Standard & Poors, por exemplo, teve valorização em oito das últimas nove semanas.

O Dow Jones caiu 1,82%, para 8.418 pontos; o S&P 500 perdeu 2,15%, aos 909 pontos, depois de ter registrado ganho em oito das últimas nove semanas, e o Nasdaq apresentou recuou 0,45%, para 1.731 pontos.

Na Europa, a realização de lucro e a queda do preço das matérias-primas foram os responsáveis pelo recuo dos índices da região. O CAC-40 da bolsa de Paris caiu 1,93%, para 3.248 pontos e, em Frankfurt, o DAX perdeu 0,96%, para 4.866 pontos e o FTSE-100, de Londres, recuou 0,60%, para 4.435 pontos. As bolsas de Madri, Milão e Lisboa terminaram o dia com baixa de 0,97%, 1,51% e 1,56%, respectivamente.

No câmbio, o aumento do interesse pelo investimento no Brasil, já que o país se motra resistente aos efeitos da crise, ajudou a aumentar o fluxo de dólar. Com isso, a moeda norte-americana encerrou o dia com a quarta baixa seguida. A moeda norte-americana fechou vendido a R$ 2,058, com desvalorização de 0,63%.

O mesmo aconteceu nos juros. A deflação do IGP-M e a revisão para baixo de crescimento para 2009 pelo boletim Focus, do Banco Central, ajudaram na queda.

Nas commodities, o petróleo terminou o dia em baixa. Na última semana. O preço da matéria-prima subiu 10%, mas o mercado especula que o aumento da produção vai levar o preço a cair novamente.

No mercado agrícola, os contratos de trigo caíram em Chicago. Com a aproximação da colheita de inverno, a expectativa é de alta na oferta de trigo dos Estados Unidos, o maior produtor mundial.

(Redação - InvestNews)