Paraíso fiscal procura brasileiros

Maria Luiza Filgueiras, Jornal do Brasil

SÃO PAULO - Uma comitiva do International Finance Centre (IFC), braço do governo das Ilhas Virgens Britânicas para promover serviços financeiros, desembarcou em São Paulo na última semana para se apresentar à indústria brasileira de fundos e atrair gestores de mercados emergentes.

Administração, custódia e auditoria estão na lista de serviços que o arquipélago quer oferecer primeiro aos brasileiros que já utilizam as Ilhas Cayman como intermediárias de negócios.

As Ilhas Virgens Britânicas são tão boas quanto ou melhores que Cayman em custo, eficiência e, principalmente, regulação diz Dwayne Thomas, representante do IFC.

Com alíquota zero para pessoa jurídica, as ilhas fazem parte da lista de paraísos fiscais elaborada pela Receita Federal brasileira, ainda que o termo seja rejeitado.

A expressão traz um estereótipo pejorativo. Não nos enquadramos neste perfil, já que seguimos alto padrão de diligência, com profissionais e veículos registrados e licenciados diz Mara Spencer, diretora administrativa da Ace Fund Services.

As ilhas integram a Organização Internacional de Comissões de Valores (Iosco, na sigla em inglês) e vem aplicando novas estratégias para construir uma reputação de transparência. Uma delas foi criar regras pouco atrativas para a instalação de bancos, já que implicam sigilo e tornam a transparência tarefa complexa.