Instrução da CVM respalda as aplicações no exterior

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - A oportunidade para buscar crescimento na indústria brasileira foi criada no ano passado, com a instrução 465, publicada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em fevereiro. A instrução permitiu que fundos de investimento possam aplicar ilimitadamente seus recursos em ativos financeiros no exterior, desde que destinados a investidores qualificados e com aplicação mínima inicial de R$ 1 milhão.

Para distribuir os recursos no mercado internacional, usam fundos offshore exatamente onde as Ilhas Virgens Britânicas querem se posicionar. Dali, são distribuídos US$ 123 bilhões pelo mundo em investimento direto, segundo o último levantamento da Untacd, órgão das Nações Unidas, feito em 2005.

Naquele ano, as ilhas eram a segunda maior fonte de investimentos estrangeiros diretos do mundo, atrás de Hong Kong.

O IFC está atualizando dados de mercado, já que definiu no final do ano passado que os administradores de fundos devem abrir informações sobre volume de ativos e destino das aplicações. No Brasil, segundo o Banco Central, o arquipélago investiu diretamente US$ 1,05 bilhão em 2008, volume inferior ao de jurisdições concorrentes, como Cayman, Bahamas e Luxemburgo.

Mas, com a polêmica sobre necessidade de transparência nas operações dos chamados paraísos fiscais, a promoção das Ilhas Virgens pode ser mais desafiadora que o planejado. Para Marco Martins, sócio da consultoria Harneys, que há um ano assessora o IFC, o debate é sobre a falta de informação e clareza. Não é sobre a tarifação, que é só um vetor para estimular investimentos internacionais considera.