Custo fiscal elevado limita possibilidade de extensão

Jornal do Brasil

RIO - Diversos setores da economia buscam ser beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), por exemplo, já pediu ao governo a isenção do imposto por seis meses para o setor moveleiro em todo o país, enquanto o ex-diretor de política econômica do Ministério da Fazenda Júlio Gomes de Almeida sugere a redução tributária sobre bens de capital.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou esta semana, no entanto, que o governo não prevê novos cortes de IPI. Segundo o ministro, a medida não pode ser estendida de forma indiscriminada, até porque setores como o de alimentos e de bens de capital não têm cobrança de IPI.

Para contornar o problema, Almeida sugere outro tipo de redução tributária, ou a implantação de um incentivo para os bens de capital.

Imposto para reduzir é o que não falta brinca o economista

Já Luiz Roberto Cunha, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), vai na linha do argumento de Mantega.

A ideia de selecionar setores sempre traz um viés. Claro que o automobilístico tem um peso enorme na economia, assim como o da construção civil, que emprega muita mão de obra, mas esse tipo de medida tem um custo fiscal alto, então tem certa limitação conclui.