Setor defende desoneração de exportações

SÃO PAULO, 8 de maio de 2009 - A desoneração das exportações, bandeira antiga do empresariado brasileiro, foi uma das principais propostas apresentadas hoje (8) por executivos da cadeia da indústria automobilística, incluindo as siderúrgicas, como solução para o Brasil conter a redução dos produtos manufaturados, durante encontro com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, na sede regional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Tanto o governo quanto os empresários da cadeia automotiva estão preocupados com o atual quadro, segundo informou Jackson Schneider, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Para o presidente do Sindicato Nacional de Autopeças (Sindipeças), Paulo Butori, é necessário olhar com cuidado o peso tributário sobre o produto exportado porque em momento de crise ´aparece muito mais a falta de competitividade, que está muito associada ao peso dos impostos´. Ele advertiu que muitos países desoneraram os seus produtos para ganhar mais mercado, um caminho que entende ser a saída para conter a queda nos volumes embarcados.

Só o setor de autopeças, segundo Butori, enfrentou um um déficit de US$ 580 milhões, no quadrimestre, volume do montante importado a mais do que em igual período de 2008 . ´Estamos enfrentando falta de compradores para nossos produtos no mercado externo´. Em todo o ano passado, o setor exportou cerca de US$ 10 bilhões, volume também foi reduzido à metade.

Butori alertou observou que isso implica em mais desemprego no Brasil. A expectativa dele é que que o tema seja levado para discussão com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews