Odebrecht rejeita pedido de arbitragem apresentado pelo Equador

Agência ANSA

QUITO - A empreiteira brasileira Odebrecht rejeitou as acusações do governo do Equador de que seria a responsável por falhas que prejudicaram o funcionamento da hidrelétrica de San Francisco, construída pela empresa.

Em nota, a companhia disse que a decisão do Estado equatoriano de recorrer à arbitragem fere seus direitos. Ontem, a estatal Hidropastaza, que teve a missão de fiscalizar a obra, levou à instância internacional uma demanda para cobrar da Odebrecht uma indenização de US$ 250 milhões.

- Esta é a última de uma série de medidas injustificadas adotadas pela Hidropastaza contra a Odebrecht - diz o comunicado.

O grupo brasileiro reiterou que não foi notificado formalmente sobre a demanda e exigiu auditorias técnicas do "mais alto nível". Além disso, rejeitou as acusações vinculadas à usina de San Francisco divulgadas pela imprensa e prometeu apresentar uma auditoria própria.

A construtora também afirmou que cumpriu "toda as especificações contratuais" estabelecidas para a construção da hidrelétrica.

O Estado equatoriano, por sua vez, baseia-se em análises feitas pelo grupo italiano Electroconsult, que apontaram falhas na obra.

Em outubro de 2008, o presidente do Equador, Rafael Correa, responsabilizou a Odebrecht pelos defeitos e decidiu expulsar a empresa do país.

O mandatário também anunciou que recorreria à arbitragem internacional para questionar a legitimidade de um empréstimo de US$ 243 milhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dinheiro que foi usado na construção da usina.

Em resposta, o Brasil chamou para consultas seu embaixador em Quito, Antonino Marques Porto. A situação só foi normalizada no início deste ano, quando o Equador pagou normalmente a parcela da dívida que venceria naquele momento.