Semana começa com otimismo nos negócios

SÃO PAULO, 4 de maio de 2009 - A sensação de que o pior momento da crise ficou para trás renovou o ânimo dos negócios mundo afora nesta segunda-feira. As principais bolsas de valores ostentaram ganhos expressivos, enquanto que o dólar se depreciou frente a seus principais pares, como o euro e a libra.

Aqui, a moeda norte-americana caiu ao menor patamar desde novembro de 2008, beneficiado também pela melhora no sentimento de aversão ao risco enviado por meio de sinais animadores vindos da China. Ao final dos negócios, o dólar fechou em baixa de 2,38%, vendido a R$ 2,13.

Ainda internamente, o índice acionário da BM&FBovespa ultrapassou a marca dos 50 mil pontos, fato que não ocorria desde 26 de setembro de 2008. Ao final dos negócios, a bolsa brasileira marcou valorização de 6,59%, aos 50.404 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 7,22 bilhões. Em Wall Street, Dow Jones registrou valorização de 2,61%, para 8.426,74 pontos; o S&P 500 ganhou 3,39%, aos 907,24 pontos; enquanto o Nasdaq apresentou avanço de 2,58%, para 1.763,56 pontos.

No mercado asiático, o índice PMI do setor manufatureiro da China subiu pelo 5º mês consecutivo e atingiu o maior nível desde abril de 2008, em mais um sinal da tendência de recuperação da economia, cujo crescimento poderá ficar entre 7% e 8% este ano.

Nos EUA, o surpreendente aumento nos gastos com o setor imobiliário ajudou a impulsionar os mercados. Os investidores monitoraram que os gastos com construção avançaram 0,3% em março, somando US$ 969,7 bilhões. No mesmo sentido, o índice que mede o número de contratos de compra e venda de imóveis usados subiu 3,2% em março quando comparado com fevereiro, mês no qual houve avanço de 2,1%.

Ainda por lá, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond, Jeffrey Lacker, considerou hoje "razoável" pensar que a recessão termine este ano nos Estados Unidos, mas advertiu que prossegue a queda dos investimentos no setor imobiliário.

(Redação - InvestNews)