Nova redução de IPI para carros é desnecessária, diz ministro

Agência Brasil

BRASÍLIA - Uma nova prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis é desnecessária, segundo disse o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, nesta segunda-feira, após participar da abertura do seminário Conjuntura Externa e Desafios da Internacionalização, no Centro Brasileiro Britânico, na capital paulista.

Na avaliação dele, não há necessidade de renovar esse benefício porque desde o final do ano passado, quando o governo anunciou a medida, a venda de veículos aumentou.

Além disso, ele destacou que outros sinais mostram uma retomada no movimento da economia.

- Houve um aumento bastante importante do salário mínimo, o emprego teria tido resultados bastante satisfatórios em abril para uma situação de crise, portanto percebe-se que a economia começa a voltar a uma normalidade maior do que estava três meses atrás - disse.

De acordo com o ministro, a redução do IPI não deve ser estendida para outros setores, a não ser que haja algum fato muito específico em algum segmento, mas nada indica que isso esteja acontecendo.

- Todos os setores estão pedindo essa redução, mas temos que avaliar primeiro qual é a cadeia desses setores, qual o efeito que a redução de IPI tem, como se faz a transferência da redução do IPI para o consumidor. Há setores nos quais é impossível acompanhar se a redução se reflete no preço para o consumidor - expliocu.

A medida que determinou a redução do IPI para os carros populares foi anunciada em dezembro do ano passado, com previsão para terminar no dia 31 de março. O objetivo foi o de reduzir os custos da produção para a indústria automobilística e com isso reduzir o preço final para o consumidor, além de preservar os empregos dos funcionários das montadoras.

A medida vale para os carros de até 1 mil cilindradas, os chamados carros populares, que pagavam alíquota de 7%. Os veículos mais potentes do que esses continuaram recolhendo o IPI, mas em taxas mais baixas. Com o comportamento positivo do mercado, o governo prorrogou a medida por mais três meses (até o final de junho).