Nova prorrogação de IPI é desnecessária

SÃO PAULO, 4 de maio de 2009 - Uma nova prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis é desnecessária, segundo disse o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, hoje, após participar da abertura do seminário Conjuntura Externa e Desafios da Internacionalização, no Centro Brasileiro Britânico, na capital paulista. Na avaliação dele, não há necessidade de renovar esse benefício porque desde o final do ano passado, quando o governo anunciou a medida, a venda de veículos aumentou.

Além disso, ele destacou que outros sinais mostram uma retomada no movimento da economia. "Houve um aumento bastante importante do salário mínimo, o emprego teria tido resultados bastante satisfatórios em abril para uma situação de crise, portanto percebe-se que a economia começa a voltar a uma normalidade maior do que estava três meses atrás".

De acordo com o ministro, a redução do IPI não deve ser estendida para outros setores, a não ser que haja algum fato muito específico em algum segmento, mas nada indica que isso esteja acontecendo. "Todos os setores estão pedindo essa redução, mas temos que avaliar primeiro qual é a cadeia desses setores, qual o efeito que a redução de IPI tem, como se faz a transferência da redução do IPI para o consumidor. Há setores nos quais é impossível acompanhar se a redução se reflete no preço para o consumidor".

A medida que determinou a redução do IPI para os carros populares foi anunciada em dezembro do ano passado, com previsão para terminar no dia 31 de março. O objetivo foi o de reduzir os custos da produção para a indústria automobilística e com isso reduzir o preço final para o consumidor, além de preservar os empregos dos funcionários das montadoras. A medida vale para os carros de até 1.000 cilindradas, os chamados carros populares, que pagavam alíquota de 7%. Os veículos mais potentes do que esses continuaram recolhendo o IPI, mas em taxas mais baixas. Com o comportamento positivo do mercado, o governo prorrogou a medida por mais três meses (até o final de junho).

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)