Com bom humor externo, Ibovespa sobe 5%

SÃO PAULO, 4 de maio de 2009 - O bom humor dos investidores e o ajuste técnico em relação ao pregão de sexta-feira, quando no Brasil foi feriado do Dia do Trabalho, puxaram para cima o índice acionário da BM&FBovespa na primeira etapa dos negócios. Há pouco, o Ibovespa marcava valorização de 5,12%, aos 49.709 pontos. O giro financeiro estava em R$ 3,29 bilhões.

"Os investidores estão vivendo em um clima de que o pior momento já passou, movimento que considero precoce. Além disso, as perspectivas de recuperação são fortes. Hoje também estamos corrigindo o atraso no Brasil, já que na sexta-feira não teve pregão por aqui", afirma Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos.

Os agentes também repercutiram, segundo Moreno, os dados positivos vindos da China. O índice CLSA China Manufacturing PMI mostrou que o setor manufatureiro cresceu pela primeira vez em nove meses, quando a leitura passou dos 44,8 pontos em março, para 50,1 pontos em abril.

"O governo chinês tem sido extremamente competente em estimular o investimento e, combinado com uma melhora nos pedidos de exportações, o índice PMI retornou ao território positivo (mais de 50 pontos) em abril", afirmou Eric Fishwick, chefe do departamento de Economia CLSA, em nota.

Em relação aos dados econômicos norte-americanos, hoje a agenda estava fraca. Os investidores monitoraram que os gastos com construção avançaram 0,3% em março, somando US$ 969,7 bilhões. No mesmo sentido, o índice que mede o número de contratos de compra e venda de imóveis usados subu 3,2% em março quando comparado com fevereiro, mês no qual houve avanço de 2,1%.

No âmbito corporativo, o Banco Bradesco anunciou hoje lucro líquido de R$ 1,723 bilhão nos três primeiros meses de 2009, mostrando um declínio de 9,6% em relação ao lucro líquido ajustado de R$ 1,907 bilhão do primeiro trimestre de 2008. Há pouco, as ações preferenciais da instituição financeira ganhavam 3,72%, negociadas a R$ 28,10.

Na mesma direção, a Suzano Papel e Celulose registrou uma queda de 27% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2009, face ao mesmo período do ano anterior, ao totalizar R$ 89,8 milhões. Instantes atrás, os papéis preferenciais série A da companhia subiam 2,16%, cotadas a R$ 14,20.

(Déborah Costa - InvestNews)