Chrysler quer acelerar venda para Fiat; credores se opõem

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WASHINGTON - A Chrysler pediu pressa à Corte de Proteção à Falência norte-americana para a realização da audiência sobre a venda da montadora americana à italiana Fiat, proposta que trouxe objeções imediatas de alguns dos credores da empresa nesta segunda-feira.

A Chrysler pediu concordata na quinta-feira, planejando proteção judicial de emergência em pelo menos 30 dias sob orientação de autoridades do governo do presidente Barack Obama.

A montadora pediu que o juiz Arthur Gonzalez realize a audiência já no dia 21 de maio para aprovar a venda da maioria de seus ativos fora da concordata, no total de 2 bilhões de dólares, fato que poderia abrir caminho para uma fusão com a Fiat, de acordo com os documentos do processo.

Na nova Chrysler, a Fiat começaria com uma participação de 20%, que pode rapidamente ser aumentada para 35%. As expectativas são de que o presidente-executivo da Fiat, Sergio Marchionne, dirija as operações após a fusão.

A Chrysler também pediu que a Corte aprove o pagamento de uma multa de 35 milhões de dólares pela Fiat, em caso de desistência da venda.

A montadora norte-americana, que tem operado com 4 bilhões de dólares de empréstimos de emergência do governo, não conseguiu na semana passada chegar a um acordo com todos os seus credores para reestruturar sua dívida, forçando-a a pedir proteção judicial.

Um grupo de fundos de investimento, liderado por Oppenheimer Funds e Stairway Capital, contestou as condições de pagamento como injustas e pediu objeção imediata nesta segunda-feira, pedindo que Gonzalez bloqueie o acordo com a Fiat e a oferta do governo norte-americano de fornecer à Chrysler financiamento para o período de proteção à falência.