China torna-se o maior parceiro comercial do Brasil

BRASÍLIA, 4 de maio de 2009 - A China passou a ser maior parceiro comercial do Brasil em abril, ocupando o lugar dos Estados Unidos. A corrente de comércio com o país asiático atingiu US$ 3,2 bilhões em abril, enquanto que com os Estados Unidos a cifra foi de US$ 2,8 bilhões. Porém, segundo o secretário de comércio exterior, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Welber Barral, há necessidade de diversificar e agregar valor às vendas de produtos para a China.

Por conta da crise, o Brasil reverteu o superávit que tinha com os Estados Unidos e o déficit com a China, na balança comercial. As exportações para a China somaram US$ 5,627 bilhões entre janeiro e abril, sendo que as importações chinesas para o Brasil foram de US$ 6,841 bilhões no mesmo período, gerando superávit de US$ 1 bilhão para os brasileiros.

Enquanto isso, as vendas externas para os Estados Unidos atingiram US$ 4,925 bilhões, ao passo que o Brasil importou US$ 6,841 bilhões, no mesmo período. Isso gerou déficit de US$ 1,9 bilhão para os brasileiros.

Apesar de o crescimento do comércio com a China ser importante para o Brasil, a perda de espaço como os americanos é negativa porque são eles que, tradicionalmente, são os principais compradores de produtos manufaturados brasileiros, enquanto a China concentrada suas compras em produtos básicos, o que preocupa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Por essa razão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará para o país asiático, no dia 18 deste mês, na tentativa de agregar valor a pauta de exportação brasileira.

"Essa é uma mudança histórica, em primeiro lugar, e, ao mesmo tempo, é uma fonte de preocupação, porque não queremos só aumentar as exportações para China, mas também diversificar e agregar valor a essas exportações", disse Barral.

(Viviane Monteiro - InvestNews)