Caixa bate recorde no financiamento habitacional

SÃO PAULO, 30 de abril de 2009 - A Caixa Econômica Federal bateu mais um recorde nos financiamentos habitacionais no primeiro trimestre deste ano, quando contratou R$ 7 bilhões para novas moradias - valor 110% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com balanço de atividades divulgado hoje (30) pela instituição.

O destaque da linha foram as contratações com recursos da caderneta de poupança, que atingiram R$ 3,9 bilhões no trimestre, com acréscimo de 217,6% em relação a igual período de 2008. Os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) somaram R$ 2,6 bilhões, ou 50,7% a mais.

No total, foram R$ 6,5 bilhões em financiamentos, R$ 296 milhões em subsídios do FGTS, R$ 541 mil em repasses do Orçamento Geral da União, R$ 56 milhões em arrendamentos e R$ 144 milhões em consórcios.

Os recordes das contratações no setor habitacional estão relacionados a investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, foram R$ 44 bilhões em 4.705 projetos contratados: 3.418 operações em moradias, no valor de R$ 12,5 bilhões; 1.243 contratos em saneamento, no total de R$ 17,2 bilhões; e 44 projetos de infraestrutura que somaram R$ 14,6 bilhões.

De acordo com a direção da Caixa, também houve boa evolução na concessão de crédito, no início do ano, apesar da crise financeira. As contratações e repasses no primeiro trimestre somaram R$ 29,9 bilhões, com expansão de 60,6% na comparação trimestral.

O saldo total das operações de crédito da Caixa atingiu R$ 89,2 bilhões, dos quais R$ 33,4 bilhões realizados no crédito comercial. O segmento de pessoa física (famílias) foi responsável por R$ 15,8 bilhões (36,2% maior que no primeiro trimestre de 2008) e as contratações para pessoa jurídica (empresas) registrou R$ 17,6 bilhões (crescimento de 16,4% na mesma base de comparação).

Os recursos destinados às operações de saneamento e infra-estrutura somaram R$ 1,7 bilhão, com aumento de 107,9% no trimestre, sendo R$ 1,6 bilhão em financiamentos e R$ 95 milhões em repasses. O saldo total dessas operações subiu para R$ 6,1 bilhões, o que representa aumento de 58,3%.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)