Redução da Selic foi insuficiente, diz Fiesp

SÃO PAULO, 29 de abril de 2009 - A decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta quarta-feira, de cortar em apenas um ponto percentual a taxa Selic, de 11,25% para 10,25% ao ano, reduz o ritmo de queda tão necessário aos interesses do Brasil.

"A redução de juros leva seis meses para fazer efeito. Se tivéssemos baixado os juros em outubro do ano passado, agora, em abril, estaríamos sentindo seus reflexos. Essa demora contribuiu para quedas drásticas do Produto Interno Bruto (PIB) e do emprego", afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Para o presidente da Fiesp/Ciesp, a taxa básica de juros deveria estar hoje em torno de 7% ao ano, número compatível com uma inflação sob controle e com a necessidade de retomarmos o crescimento. "Para uma economia com uma inflação de 4% ao ano, uma Selic de 7% significa uma taxa de juros real de 3% ao ano, o que é suficiente num momento em que a maioria dos países pratica juro real negativo", disse Skaf.

A Fiesp insiste que as reuniões do Copom não deveriam ser a cada 45 dias, como hoje, mas sim quinzenais. "Em um cenário de incerteza como o atual, em que decisões importantes precisam ser tomadas rapidamente, é um erro manter encontros tão distantes. Erro maior foi diminuir o ritmo de queda da Selic", concluiu Paulo Skaf.

(Redação - InvestNews)