Petrobras admite ter feito dois reajustes de preço

SÃO PAULO, 29 de abril de 2009 - Pouco mais de 24 horas após o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ter negado, em entrevista na Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) o aumento ocorrido no preço do óleo combustível em suas refinarias, a estatal admite que o aumento realmente ocorreu.

A empresa esclareceu que o reajuste foi de 7% e está sendo praticado desde o último dia 24. Foi o segundo aumento do derivado no ano. A empresa já havia aumentado no mesmo percentual (7%) o preço do combustível no último dia 4. No acumulado, o reajuste chegou aos 14%.

'Como houve uma redução de 15% ocorrida em 12 de dezembro do ano passado de 15% e um aumento de 7% no último dia 9, os preços atuais deste combustível nas refinarias ainda estão cerca de 2,68% mais baixos do que os vigentes no início de dezembro de 2008', informou a assessoria de imprensa da Petrobras.

A empresa garantiu, ainda, que no ano passado a 'defasagem' do preço do óleo combustível vendido pela Petrobras foi de 39%. 'Os ajustes aplicados pela Petrobras aos preços de óleos combustíveis na refinaria tomam por base o mercado internacional, que é permanentemente acompanhado pela companhia', diz a nota.

Em nota oficial, a Federação das Industrias do Estado do Rio de Janeiro criticou os aumentos concedidos pela Petrobras ao óleo combustível. A Firjan considera que o anúncio do aumento do preço do óleo combustível - em um contexto que combina a crise mundial, a desaceleração econômica nacional e a queda dos preços internacionais do petróleo - vai na contramão do esforço das indústrias e do país na manutenção do dinamismo econômico.

'A majoração do preço desse importante insumo da produção,em especial após diversas indústrias usuárias de gás natural terem sido incentivadas a investir em plantas bicombustíveis, implicará inegavelmente em perda de competitividade e, conseqüentemente, em menor geração de renda e riqueza ao país', diz a nota.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)