IGP-M reduz queda e tem deflação de 0,15% em abril

SÃO PAULO, 29 de abril de 2009 - O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,15% em abril, o que representa uma elevação em relação ao resultado -0,74% registrado em março. As informações são da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O principal responsável pelo movimento foi o Índice de Preços por Atacado (IPA) que teve uma queda menor em abril, em relação a março, passado de -1,24% para -0,44%. O índice relativo aos Bens Finais subiu 0,33%, em abril, ante alta de 0,15% em março. Contribuiu para a aceleração o subgrupo bens de consumo duráveis, cuja taxa passou de -1,60% para -0,76%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou elevação de 0,12%. Em março, a taxa foi de -0,09%.

O grupo Bens Intermediários também teve uma queda menor no mês em relação ao período anterior ( -1,36% para -1,33%). O subgrupo suprimentos registrou decréscimo de 0,39% para -3,73%, sendo um dos responsáveis pela desaceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou resultado negativo de 1,48%, ante -1,40%, em março.

No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas subiu 0,06%, em abril. No mês anterior, o índice caiu 2,97%. Os itens soja em grão (-8,11% para 3,97%), suínos (-16,27% para 6,02%) e bovinos (-3,98% para -0,33%) foram os principais responsáveis pela aceleração do grupo. Em sentido oposto, registraram-se desacelerações em itens: minério de ferro (1,39% para -4,96%), laranja (4,21% para -4,05%) e algodão em caroço (0,65% para -4,52%).

Segundo a FGV, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou alta 0,58%, em abril. No mês anterior, a elevação foi de 0,43%. Quatro das sete classes de despesas componentes do índice apresentaram acréscimos. A principal contribuição no sentido ascendente partiu da Alimentação (0,60% para 1,13%). Nesta classe de despesa, os destaques foram os itens: carnes bovinas (-3,52% para -0,90%), hortaliças e legumes (3,68% para 5,46%), laticínios (0,41% para 2,01%) e frutas (3,00% para 4,49%).Encontram-se também em aceleração Despesas Diversas (0,34% para 1,69%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,59% para 0,82%) e Vestuário (0,00% para 0,44%). No primeiro grupo, a aceleração registrada pelo item cigarro (0,29% para 4,74%) justifica a maior parte do movimento. No segundo e terceiro grupos, os destaques foram: medicamentos em geral (0,18% para 1,36%) e roupas (-0,30% para 0,77%), respectivamente. Em contrapartida, os grupos Transportes (0,45% para -0,16%), Educação, Leitura e Recreação (0,14% para -0,17%) e Habitação (0,36% para 0,33%) registraram desaceleração. Nestes grupos, vale citar o comportamento dos itens: tarifa de metrô (3,41% para 0,39%), passagem aérea (-2,71% para -12,36%) e empregados domésticos (2,02% para 1,49%), respectivamente.

Outro componente do IGP-M a apresentar elevação foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) que registrou, em abril, deflação de 0,01%, acima do resultado do mês anterior, de -0,17%. Dois dos três grupos componentes apresentaram acréscimos: Serviços, de -0,16% para 0,31%, e Mão-de-Obra, de 0,10% para 0,37%. O índice relativo a Materiais e Equipamentos teve sua taxa reduzida de -0,44% para -0,49%.

(PD - InvestNews)