Dia promete agitação; dólar cai

SÃO PAULO, 29 de abril de 2009 - O dia promete agitação, em meio a tantas divulgações importantes. Nesta manhã, foi informado que a economia dos Estados Unidos se contraiu 6,1% no primeiro trimestre deste ano, conforme medição prévia do Produto Interno Bruto (PIB), bem pior do que o projetado pelos analistas (-4,7%). Embutido no relatório, o PCE, que mede os gastos dos consumidores, teve acréscimo de 2,2% no período, contrastando com uma queda de 4,3% do quatro trimestre de 2008.

À tarde, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) anuncia sua decisão sobre juros. Com a taxa perto de zero e sem qualquer expectativa de que o statement possa trazer novidades em relação à compra adicionais de treasuries, o encontro não atrai interesse. Por outro lado, aqui no Brasil, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic divide opiniões. A maioria do mercado aposta em corte de 1 ponto percentual, no entanto, há quem acredite em redução de 1,5 ponto. Mas independente do grau de conservadorismo do Banco Central (BC), o juro vai cair para o seu piso histórico.

No pano de fundo da cautela, permanece o destino das montadoras de Detroit. Enquanto a Fiat pretende anunciar o resultado final das negociações com a Chrysler na noite de amanhã, quando vence o prazo dado pelo governo dos EUA para que um acordo seja alcançado, a General Motors continua na luta para evitar concordata.

Os players também acompanham o leilão de venda de dólares com recompra em três datas: 1º de junho, 1º de julho e 3 de agosto.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)