Corte não condiz com necessidade, aponta Fecomercio

SÃO PAULO, 29 de abril de 2009 - O corte da taxa de juros de 1 p.p, divulgada há pouco pelo Comitê de Política Monetária (Copom), não condiz com a necessidade do País de retomar investimentos, fomentar o consumo das famílias e combater o desemprego.

A posição é da Fecomercio-RJ que acredita que "ainda que a economia brasileira tenha dado importantes sinais de recuperação nesses últimos meses, é cedo para diminuir o ritmo da flexibilização monetária".

Segundo nota divulgada, com o risco inflacionário minimizado, o Copom tem em mãos uma oportunidade única de conduzir a taxa básica de juros para um patamar coerente com o padrão internacional, do qual o país continua distante. O corte de 1 p.p representa uma economia de quase R$ 8 bilhões no serviço da dívida indexado à Selic. Mas, se o corte fosse de 1,5 p.p, o que seria viável dada a atual conjuntura, a economia superaria os R$ 11 bilhões.

A resistência em baixar os juros de forma mais intensa, segundo a Fecomercio-RJ, custa caro e não condiz com o cenário presente, que exige uma ampla redução da carga tributária e o barateamento do crédito.

(Redação - InvestNews)