Brasil não planeja negociar bônus do FMI no mercado secundário

REUTERS

NOVA YORK - O Brasil não pretende negociar no mercado secundário os títulos que potencialmente possa comprar do Fundo Monetário Internacional (FMI), em uma iniciativa do organismo para reforçar seu capital, disse nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Ao mesmo tempo, Mantega afirmou que o Brasil concordou com um pedido particular da Rússia, para que os títulos do FMI estejam disponíveis para negociação no mercado secundário.

- Não estamos preocupados que esses títulos irão ser negociados no mercado secundário. Foi a Rússia que solicitou isso. Mas já que estamos trabalhando juntos, concordamos - disse Mantega em entrevista à Reuters.

- Mas isso não quer dizer que iremos acordar no dia seguinte e colocar esses títulos à venda no mercado secundário... É só uma precaução - acrescentou.

Nas reuniões trimestrais do FMI e do Banco Mundial em Washington no último fim de semana, os chamados países Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) concordaram que não iriam aportar recursos no FMI antes que o fundo ajuste a emissão de títulos proposta.

Os países Bric também querem que os novos títulos sejam de curto prazo e que possam ser incluídos nas reservas internacionais dos países.