Após volatilidade, bolsa fecha sessão estável

SÃO PAULO, 28 de abril de 2009 - Depois de uma manhã marcada por desvalorização na bolsa brasileira, a volatilidade prevaleceu na segunda etapa dos negócios e fez o índice acionário da BM&FBovespa encerrar o dia estável, marcando 45.821 pontos. O giro financeiro somou somou R$ 4,35 bilhões.

As crescentes preocupações em relação a gripe suína deixou os investidores em clima de cautela durante maior parte do pregão. Nem mesmo a divulgação de indicadores econômicos positivos foi suficiente para animar os agentes.

"Os investidores estão receosos com a gripe suína, por isso o mercado acionário está precificando. Além disso, há uma expectativa de que o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano venha muito ruim", afirma André Perfeito, economista da Gradual Corretora.

Diante disso, no final das negociações, as ações preferenciais da companhia aérea brasileira, TAM, figuravam entre as maiores baixas do índice, com queda de 6,45%, cotada a R$ 14,50.

Na mesma direção, os papéis preferenciais série A da Companhia Vale do Rio Doce perderam 0,67% na sessão desta terça-feira. A mineradora brasileira divulgou hoje um relatório sobre a produção do primeiro trimestre de 2009. De acordo com documento, a produção de minério de ferro caiu 37,1%, frente ao mesmo período do ano anterior, somando 46.860 mil toneladas.

Por outro lado, os indicadores econômicos norte-americanos vieram melhores do que o esperado pelo mercado. A atividade industrial de Richmond registrou 9 pontos negativos em abril, enquanto que os analistas haviam projetado 17 pontos negativos. Já o índice que avalia a confiança dos consumidores norte-americanos (consumer confidence index) atingiu 39,2 pontos em abril, e os analistas esperavam em torno de 29 pontos.

"Houve uma melhora em Richmond, mas a situação ainda é muito ruim. Os investidores estão tentando precificar uma recuperação econômica, o que não acredito que esteja acontecendo", ressalta o economista da Gradual Corretora.

Além disso, os investidores também estão preocupados com a saúde do sistema bancário. Especulações do mercado dão conta de que os reguladores do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que nos últimos dias estavam investigando as contas dos bancos para realizar testes de estresse, deverão solicitar em breve que o Citigroup e o Bank of America busquem capital adicional.

Dentre os destaques positivos do Ibovespa estão Copel PN, que subiu 6,25%, a R$ 27,50; CCR Rodovias ON, que avançavou 6,21%, a R$ 26,50; e Cosan ON que ganhou 6,14%, a R$ 14. No sentido oposto, Cyrela ON caiu 6,49%, a R$ 12,95; e Redecard ON recuou 5,20%, a R$ 27,69.

(Déborah Costa - InvestNews)