Taxa dos contratos de DI sobe por ajuste técnico

SÃO PAULO, 24 de março de 2009 - As projeções para as taxas de juros apontam para cima na BM&FBovespa. O movimento não é considerado tendência pelos operadores e sim de realização de lucros. Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2010, o mais líquido, indicava juro de 9,85%, ante 9,73% do ajuste de ontem. Esse vencimento contabilizava 147,2 mil contratos fechados, com giro financeiro de referência de R$ 13,6 bilhões. O DI de julho deste ano avançava de 10,34% para 10,37%, após 47,8 mil contratos fechados. O volume financeiro era de R$ 4,6 bilhões.

A tendência de curto prazo das taxas continua sendo de queda, diante da desaceleração da atividade doméstica e de uma inflação comportada o que reforça as apostas de novas reduções da taxa Selic, atualmente em 11,25% ao ano. Para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril as apostas se concentram em um novo corte de 1 ponto percentual nos juros.

Em dia de agenda fraca tanto no âmbito doméstico quanto externo, as atenções seguem voltadas para os pronunciamentos do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e do secretário do Tesouro, Timothy Geithner. Ambos os executivos estão falando sobre a seguradora AIG.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)