Sem indicadores, mercados olham pacote para bancos

SÃO PAULO, 24 de março de 2009 - Sem indicadores relevantes programados para hoje, a divulgação dos detalhes do plano de salvamento do setor financeiro ainda poderá impactar os mercados acionários nesta terça-feira. Porém, como a alta de ontem foi significativa, os investidores podemos observar realizações de lucro ao longo da sessão. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em abril apresentava queda de 1,12%, aos 42.320 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

Ontem os mercados repercutiram a divulgação, pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, de detalhes do plano para limpar US$ 500 bilhões em ativos tóxicos lastreados por hipotecas problemáticas e outros de risco, cuja cifra pode chegar a US$ 1 trilhão. "Os agentes visualizam que para recuperar o fluxo de créditos nos EUA, estes ativos devem ser retirados das grandes instituições o mais rápido possível", segundo relatório da SLW Corretora.

Passada a euforia com o plano, os investidores ficam atentos aos depoimentos de Ben Bernank, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e Timothy Geither, secretário do Tesouro, na Câmara do Representantes. Ambos os executivos falarão sobre a seguradora AIG. Ainda por lá, o mercado acompanha a divulgação do índice de manufatura de Richmond, anunciado pelo Escritório do Fed na região, referente a março.

Na mesma linha, o governo da Coréia do Sul aprovou hoje um plano extra de 28,9 trilhões de wons (cerca de US$ 20,7 bilhões) em mais uma tentativa de alavancar a demanda doméstica e amenizar os efeitos da recessão econômica internacional sobre a economia local, fortemente dependente de suas exportações.

Por aqui, mais uma notícia deve mexer com os papéis de siderúrgicas. A BHP Billiton concordou em reduzir os preços de carvão em torno de US$ 128 por tonelada para as siderúrgicas japonesas no ano fiscal de 2009/2010. Já a Rio Tinto afirmou nesta terça-feira que uma queda nos preços do minério de ferro é inevitável, mas que pode chegar em valores aceitáveis na negociação com as siderúrgicas para as quais a companhia fornece matérias-primas.

(Vanessa Correia - InvestNews)