Europa: índice de ações opera volátil após plano dos EUA

REUTERS

SÃO PAULO - As bolsas de valores da Europa operavam sem direção comum nesta terça-feira, após abrirem o dia em alta incentivadas pelo setor bancário, mas contidas por queda no setor de commodities. Dados macroeconômicos da zona do euro e da Grã-Bretanha que mostraram perdas de emprego e inflação alta adicionavam pressão ao mercado.

Às 8h30 (horário de Brasília), o índice Eurofirst 300, referência das principas praças da região, subia 0,38%, para 742 pontos. O indicador acumula queda de cerca de 11% neste ano, mas registrou recuperação de quase 14,8% desde que atingiu mínima recorde em 9 de março.

As ações do setor de commodities acompanhavam a fraqueza dos preços do petróleo e dos metais.

Anglo American, Rio Tinto e BHP Billiton despencavam entre 5% e 7%, com o cobre retrocedendo cerca de 2%. Já a Royal Dutch Shell se desvalorizava em 1,8%.

Na segunda-feira, o governo dos Estados Unidos ofereceu incentivos para investidores privados para ajudar a livrar os bancos de até US$ 1 trilhão em ativos tóxicos.

Entretanto, alguns bancos europeus registravam desvalorização nesta terça-feira. O Credit Suisse caía 2,3%, após ter informado que pedirá aos acionistas opção de elevar capital. O HSBC despencava 7,24% em meio a temores sobre o crescimento da economia asiática.

- Para mim nada mudou fundamentalmente. Os dados econômicos permanecem ruins- disse Hans-Juergen Delp, estrategista de mercado acionário da Commerzbank, em Frankfurt.

Os preços ao consumidor da Grã-Bretanha aumentaram inesperadamente para 3,2% em fevereiro, enquanto importantes dados sobre os setores de serviços e manufatureiro da zona do euro mostraram que a contração da economia diminuiu um pouco, embora companhias continuem cortando empregos.

Analistas apresentaram cautela em relação ao plano dos Estados Unidos.

- É o sonho de todo formulador de políticas que o setor privado perceba que os ativos estão mal precificados e carentes de capital de modo que se possa corrigir tal precificação equivocada- informou o Credit Suisse em uma nota global sobre o plano de Geithner.

- Mas na realidade, o setor privado se fechou numa concha ultra cautelosa e a disponibilização de capital vai levar algum tempo para ser implementada- afirmou o Credit Suisse.