Curva continua em ritmo de ajuste na BM&FBovespa

SÃO PAULO, 24 de março de 2009 - As projeções para as taxas de juros apontaram para cima na BM&FBovespa. O movimento não é considerado tendência pelos operadores e sim de realização de lucros. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2010, o mais líquido, indicou juro de 9,88%, ante 9,73% do ajuste de ontem. Esse vencimento contabilizou 350,3 mil contratos fechados, com giro financeiro de referência de R$ 35,5 bilhões. O DI de julho deste ano avançou de 10,34% para 10,41%, após 96,8 mil contratos fechados. O volume financeiro foi de R$ 9,4 bilhões.

Em dia de agenda fraca tanto no âmbito doméstico quanto externo, as atenções ficaram voltadas para os pronunciamentos do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e do secretário do Tesouro, Timothy Geithner. Ambos disseram que a quebra da seguradora AIG seria um risco inaceitável para a economia. "O apoio a AIG foi um passo difícil, mas necessário para proteger a economia e estabilizar o sistema financeiro", destacou Bernanke.

Para amanhã os agentes financeiros aguardam a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de março que deverá mostrar expressiva desaceleração ante o IPCA fechado de fevereiro (0,55%).

Segundo o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, o comportamento moderado captado por diversos indicadores de inflação recentes acusa os efeitos de uma economia operando abaixo do seu potencial. Indicadores de preços se acomodando em patamares mais confortáveis devem favorecer a rápida convergência das expectativas inflacionárias à meta oficial, fundamentando apostas em novo movimento agressivo de corte de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no próximo mês.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)