Braskem se adequa à nova norma de exportação

SÃO PAULO, 23 de março de 2009 - A petroquímica Braskem é uma das primeiras brasileiras a se adequar a fase inicial da nova norma européia de exportação, denominada Reach (Registration, Evoluation and Authorisation of Chemicals, na sigla em inglês), que entrou em vigor em junho de 2007 e se tornou obrigatória em novembro de 2008.

As exportações para a Europa correspondem a cerca de 30% das vendas externas da Braskem e 22% da receita total da companhia. "Fizemos questão de nos apressar em concluir as exigências para que pudéssemos manter nossas exportações, já que representam boa parte das negociações", disse Irlam Reis Aragão, gerente de Qualidade, Produtividade, Saúde e Segurança da Braskem, e responsável pelo projeto.

A primeira etapa da adequação consistiu em elaborar uma listagem com informações básicas sobre a quantidade e tipo de substâncias químicas que estão sendo colocadas dentro do mercado europeu. "Trata-se de informações técnicas, características físico-químicas, toxicológicas e de segurança", explicou Aragão.

"Circulam em média 130 mil substâncias químicas diferentes no mercado europeu. É preciso ter informações sobre o volume de entrada dessas substâncias, até para evitar ações prejudiciais ao meio ambiente ou impactos para a comunidade", acrescentou.

O processo de adequação é dividido em quatro etapas que deverão ser concluídas até 2018. De acordo com Aragão, a Braskem iniciou a segunda etapa do processo desde o começo deste ano. Nesta nova fase será feita a análise completa de reações de 70 substâncias, com a coleta de seis mil informações. O resultado desses estudos estará concluído até 2010.

"Substâncias com entrada (no mercado europeu) anual superior a mil toneladas deverão ter as análises concluídas até 2010. Substâncias com entrada entre 100 toneladas e mil toneladas têm até 2013 para serem analisadas. Entre 1 tonelada e 100 toneladas, o prazo final para as análises é 2018."

A Braskem prevê investir até ? 3,5 milhões para finalizar o projeto.

(Carina Urbanin - InvestNews)