Apesar da crise, Feicon tem tom otimista

SÃO PAULO, 23 de março de 2009 - Apesar da crise financeira mundial ter atacado em cheio a cadeia da construção civil, os organizadores da 17ª Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon), que ocorre entre 24 e 28 de março, apostam que o evento deve ajudar a repercutir rapidamente o aguardado pacote de estímulo do governo ao setor. "A feira vai começar com a expectativa de novidades e vai terminar no auge delas. As medidas do governo devem contribuir para a confirmação de negócios que já estão engatilhados", disse Jair Saponari, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, responsável pela Feicon.

Segundo ele, 650 empresas vão expor seus produtos e serviços na edição deste ano, um crescimento de 25% em relação a 2008. No entanto, 95% desse volume foi negociado antes do ápice da crise aqui no Brasil, no terceiro trimestre de 2008. "Apesar disso, acreditamos que está não será a feira da crise, uma vez que os negócios realizados aqui têm reflexo pelo período de até um ano. E se considerar que estimamos receber 170 mil visitantes e já temo 52 mil inscritos, podemos prever um excelente desempenho". Em 2008, a Feicon recebeu 150 mil profissionais.

Ele destaca que o setor prevê um crescimento de 5% neste ano, conforme dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

Para Melvyn Fox, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a Feicon é o primeiro passo para o setor enfrentar a crise, "que está ai e não tem como contestar". "Já se passaram seis meses do pico da crise - em setembro de 2008 - e o governo continua conversando. Ou seja, o pacote do ano passado ficou para mês que vêm. Parece que finalmente vamos desfrutar das aguardadas medidas. Também não se pode tirar o mérito de diálogo do governo, mas o fato é que três meses desse de 2009 já se passaram", disse Fox.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)