Pesquisa indica queda na renda per capita na AL

SÃO PAULO, 19 de março de 2009 - A maioria dos líderes da América Latina está pessimista com relação à crise e prevê uma queda ou apenas um ligeiro aumento da renda per capita na reunião nos próximos quatro anos, segundo pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo o próprio BID, a renda per capita cresceu em média na região 4,1% ao ano.

A pesquisa, realizada entre 317 funcionários de governo, executivos do setor privado e Organização não governamentais (ONGs), acadêmicos e jornalistas, de 26 países latino-americanos, mostrou também que os consultados prevêem que os governos dependerão mais do financiamento de organismos multilaterais.

Entre os entrevistados, 92% esperam uma queda ou um pequeno aumento da renda per capita, indicou a pesquisa realizada de novembro de 2008 a janeiro deste ano. Estes resultados serão debatidos na assembléia de governadores do BID na cidade colombiana de Medellín de 27 a 31 de março.

A percepção mais negativa diante da crise foi constatada no Haiti, Nicarágua e El Salvador, enquanto os peruanos e chilenos foram os mais otimistas.

"A pesquisa mostrou que os líderes da América Latina e o Caribe estão muito preocupados com a economia mundial e o possível impacto da crise em relação com a pobreza", disse Luis Alberto Moreno, presidente do BID.

Agora, mais do que nunca, é importante o papel dos órgãos multilaterais, para oferecerem financiamento em momentos de seca do crédito, segundo Moreno.

Além disso, 90% dos pesquisadores previram que os governos aumentarão ou manterão sua influência sobre a economia em seus respectivos países nos próximos quatro anos. A pobreza e a desigualdade foram identificadas como os maiores desafios da região.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)