Greve atinge setor energético francês

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PARIS - Uma greve geral afeta duramente nesta quinta-feira o setor energético francês, paralisando parte da capacidade de geração elétrica e reduzindo a produção das seis refinarias da empresa petrolífera Total, de acordo com a central sindical GGT.

As oito centrais sindicais francesas se uniram para convocar a paralisação, reivindicando mais empenho do governo e dos patrões na proteção de empregos e salários em meio à recessão.

Mais de 1 milhão de pessoas devem sair às ruas, e as pesquisas mostram que 75% dos eleitores franceses apoiam a greve.

Durante a noite, funcionários do setor energético cortaram 10 gigawatts da capacidade de produção elétrica do país, sendo 9 gigawatts da capacidade nuclear (ou 14 por cento do total) em 11 usinas, de acordo com a GGT.

A redução não afeta o fornecimento doméstico, mas restringe a capacidade da estatal EDF exportar eletricidade para países vizinhos.

A CGT disse também que a greve paralisou a capacidade de refino da gigante Total, que é de cerca de 1 milhão de barris por dia. A empresa, por outro lado, disse que o impacto sobre a produção foi limitado.

A refinaria de Gonfreville, no norte da França, parou já na quarta-feira, em protesto contra um plano de corte de empregos.

Uma greve geral anterior na França, em 29 de janeiro, já havia registrado adesão expressiva no setor energético, cortando cerca de 20% da capacidade nuclear do país.