WEG anuncia reestruturação em suas fábricas

SÃO PAULO, 18 de março de 2009 - A WEG anunciou hoje um plano de reestruturação para a sua área de motores elétricos para eletrodomésticos. Com o objetivo de conseguir maior produtividade e competitividade neste segmento e tendo em vista a atual situação econômica e consequente retração de consumo, a companhia decidiu, após análise detalhada, aumentar a centralização da produção e encerrar as atividades produtivas na unidade fabril em Guarulhos (SP), uma das três fábricas de motores para eletrodomésticos operadas pela WEG no Brasil.

O encerramento das atividades fabris em Guarulhos causará a demissão de 370 colaboradores, sendo que a grande maioria já está em licença remunerada. O fato já foi comunicado ao sindicato da categoria em reunião.

Dentre os produtos

fabricados na unidade de Guarulhos, os motores para ar condicionado sofreram retração mais acentuada da demanda em razão da alteração ocorrida na política industrial de referência da Zona Franca de Manaus. Até o primeiro semestre de 2007 a política industrial era orientada para o adensamento das cadeias produtivas nacionais, incentivando a utilização de componentes produzidos nacionalmente. Com a alteração introduzida por portaria interministerial, passou-se a admitir a atividade industrial baseada em CKD (kits desmontados), que permite a importação com incentivos fiscais de componentes estrangeiros, dispensando a utilização dos mesmos produtos fabricados no Brasil. Apesar do caráter inicialmente temporário das alterações, estas têm sido renovadas.

"O encerramento das atividades em Guarulhos é uma decisão difícil, mas necessária no contexto atual", afirmou em comunicado Harry Schmelzer Junior, diretor-presidente da WEG. Ele adicionou que "embora o crescimento das receitas neste primeiro trimestre esteja ainda próximo da expectativa inicial, principalmente pelo desempenho dos projetos já em andamento de grandes máquinas elétricas para o setor de energia, a visibilidade das condições de mercado para os próximos trimestres não melhorou em relação ao final de 2008. Desta forma, estamos adotando medidas para enfrentar em melhores condições este cenário econômico".

As ações incluem a reavaliação de atividades nas áreas produtivas e administrativas, com foco no controle de custos e despesas, a suspensão temporária de novas contratações e possíveis negociações para adoção de medidas alternativas para enfrentar redução de produção em áreas que forem mais afetadas pela queda de mercado.

(Redação - InvestNews)