Stora Enso alerta para tri, adia expansão da Veracel com Aracruz

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HELSINQUE - Os resultados do primeiro trimestre da fabricante norueguesa de papel Stora Enso serão mais fracos que os números do período anterior por causa da demanda fraca, informou a companhia nesta quarta-feira.

A empresa também anunciou cortes de 20 por cento nos investimentos para melhorar suas finanças e informou que, junto com a sócia brasileira Aracruz, irá adiar a expansão da Veracel.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Aracruz confirmou a notícia, dizendo que os planos de expansão da Veracel serão adiados "por pelo menos um ano".

- Dessa forma, serão cancelados os investimentos programados para 2009 em compra de terras, formação de florestas e estudo de viabilidade, sendo a parte que cabia a Aracruz orçada em 75 milhões de reais- acrescentou a Aracruz, justificando a medida como "uma ação prudente à luz do atual cenário de mercado".

A Stora Enso divide no Brasil a fábrica de celulose Veracel com a Aracruz.

O alerta da norueguesa é o mais recente de uma série de comentários negativos da indústria de produtos florestais e ressalta expectativas de um duro ano adiante.

A indústria tenta há seis anos deixar uma crise provocada por excesso de capacidade e preços fracos e a crise econômica internacional reduz as perspectivas para 2009 enquanto a demanda por produtos básicos, incluindo papel, cai mais.

A Stora Enso informou que o resultado operacional de janeiro a março, excluindo itens não recorrentes, vai ser claramente inferior aos 28,4 milhões de euros (36,9 milhões de dólares) obtidos no trimestre anterior.

A empresa, que evitou dizer se isso significará prejuízo, culpou a queda no movimento de consumo de estoques de clientes e à fraca demanda, especialmente por produtos de madeira e papéis finos.

O analista Timo Jaakkola, da Ohman, afirmou que a "demanda caiu em novembro e dezembro e não retornou. O primeiro trimestre tem que ser realmente ruim."

A Stora previu cortes de 20 por cento na capacidade de produção de papel e papelão no primeiro trimestre.

Apesar da queda na demanda, a Stora Enso informou que conseguiu impor aumentos de preços em papéis jornal e revista, papelão e papéis revestidos.