Lucro da Lanxess cresce 52,7% em 2008

SÃO PAULO, 18 de março de 2009 - O grupo de especialidades químicas Lanxess registrou um lucro líquido de ? 171 milhões no ano fiscal de 2008, o que representa um crescimento de 52,7% em relação ao ano anterior, quando a companhia obteve um lucro líquido de ? 112 milhões. No quarto trimestre, a empresa apresentou um prejuízo de ? 41 milhões, ante um lucro líquido de ? 5 milhões no mesmo período de 2007.

O faturamento da empresa atingiu ? 6,576 milhões no ano fiscal de 2008, ante um ganho de ? 6,608 milhões no ano fiscal de 2007. De acordo com o comunicado da empresa, a Lanxess atingiu suas metas para o ano fiscal de 2008, apesar de uma forte queda na demanda no quarto trimestre.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) pré-excepcionais somou ? 721 milhões, ante ? 719 milhões em 2007. A margem Ebitda pré-excepcionais ficou em 11%, alcançando a média das empresas do mesmo segmento.

Já no quarto trimestre, Ebitda pré-excepcionais recuou 23,68%, em relação ao mesmo período do ano anterior, para ? 87 milhões. O desempenho negativo foi justificado pela queda significativa nos volumes e baixa de estoques.

"Apesar de um quarto trimestre fraco, 2008 foi um ano muito bom, em parte porque fomos bem sucedidos no repasse do significativo aumento dos custos com matéria-prima e energia", disse em comunicado Axel C. Heitmann, CEO mundial da Lanxess.

No Brasil, as vendas apresentaram um crescimento moderado em 2008, já considerados os ajustes no portfólio e os efeitos da variação cambial. Esse desempenho deve-se aos bons resultados ao longo do ano nas unidades de negócios Semi-Crystalline Products (SCP), Rubber Chemicals (RUC) e Basic Chemicals (BAC).

A demanda de importantes indústrias, como os setores automotivo, de couro e construção civil, sofreu uma forte queda no quarto trimestre de 2008, devido à crise econômica global. A Lanxess também foi vítima desta tendência. "Apesar de tudo, o faturamento no quarto trimestre foi quase estável em ? 1,462 bilhão [ante ? 1,465 milhões], em virtude da contribuição dos negócios da Petroflex no Brasil e a aplicação constante de nossa estratégia de preço antes do volume", disse Heitmann.

A companhia avalia que o primeiro trimestre de 2009 não será melhor para a Lanxess, em termos operacionais, do que o quarto trimestre de 2008. "Ainda não há sinais de uma recuperação ou reviravolta na demanda. Por isso, estamos respondendo de forma rápida e decidida a esta situação com um pacote de medidas para todo o Grupo, o ´Challenge09´. Através das iniciativas que este pacote contempla, queremos alcançar uma economia de ? 250 milhões nos próximos dois anos e desta forma mitigar os efeitos da queda esperada na demanda", disse Heitmann.

(Redação - InvestNews)