GM defende reestruturação sem moratória

SÃO PAULO, 18 de março de 2009 - O presidente da General Motors (GM), Rick Wagoner, voltou a defender a reestruturação de sua companhia sem recorrer à moratória. Wagoner disse ainda que os fornecedores da montadora se encontram em situação precária.

Durante um encontro com a imprensa em Washington, o presidente da GM lembrou que a companhia chegou a cogitar a declaração de estava quebrada durante o período entre 30 e 60 dias, para dar seguimento à reestruturação.

Segundo o executivo, a medida poderia até ter bons resultados mas também poderia ocasionar a liquidação da companhia caso não funcionasse.

Wagoner voltou a repetir que os consumidores americanos não comprarão veículos de uma empresa quebrada. Ele negou ainda que a General Motors possa realizar um acordo com os sindicatos nos moldes do fechado entre a Ford e a Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automotiva (UAW, na sigla em ingês). "O programa da Ford não atende em nada as nossas necessidades. Precisamos fazer algo diferente", disse Wagoner.

Entre as três grandes montadoras norte-americanas, a Ford foi a única que não solicitou ajudas públicas para seguir em operação. Segundo a companhia, o acordo lhe permitirá economizar US$ 500 milhões ao ano.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)