Fort Dodge estreia em suplemento para equinos

SÃO PAULO, 18 de março de 2009 - O lançamento da linha de suplementos nutricionais para equinos marca a entrada da Fort Dodge no mercado brasileiro de nutracêuticos. Em acordo com a francesa Vétoquinol, a companhia traz ao País os produtos da linha Equistro, da qual passa a ser representante exclusiva no mercado interno e já planeja fabricá-los no Brasil.

A estimativa da empresa é que os negócios de suplementos nutricionais destinados à prevenção, manutenção e tratamento de equinos movimentem R$ 17 milhões por ano no País, dos quais a Fort Dodge pretende ter 12% de market share neste primeiro ano, o que significaria um faturamento de mais de R$ 2 milhões.

"A nova linha completa o portfólio da empresa no mercado de equinos, que até hoje não dispunha de suplementos nutricionais de alto padrão", diz o diretor de negócios da área de grandes animais, Nilder Laganá, durante o lançamento da nova linha, em São Paulo. "Os produtos regulam o metabolismo de energia, gordura, proteína e carboidratos, com proteção celular ativa para músculos e articulações", conta o gerente de produtos, Leonardo Alves.

Os executivos estimam que o rebanho brasileiro de cavalos é de 6,1 milhões de animais. Minas Gerais representa 15%, seguido por Bahia (11%) e Rio Grande do Sul e São Paulo (9% cada). Porém, o mercado paulista de produtos veterinários concentra 40% do total.

Um dos desafios da Fort Dodge, que faturou US$ 150 milhões em 2008, crescimento de 15% em relação ao ano anterior, será expandir o consumo de suplementos, que são mais utilizados para cavalos de elite. Para isso, a empresa vai contar com 100 profissionais para atender todas as regiões do Brasil. "A tendência é o aumento do número de provas equestres, pulverização dos criatórios e crescimento do número de proprietários", afirma Alves.

De acordo com o gerente de produto, o modo de comercialização de produtos para equinos no Brasil é um obstáculo. "Fora do País, os produtos para cavalos são vendidos em pet shop. A falta de um canal de distribuição impede o comércio nesse molde no Brasil".

Como a nova linha não será produzida na fábrica brasileira, localizada em Campinas e especializada em vacinas, a empresa não vai investir em aumento de produção. "Poderemos produzir os produtos líquidos na nossa fábrica, porém os em pó não são compatíveis, já que o manuseio não pode ser junto com o de vacinas".

A linha Equistro é composta por 17 produtos que englobam dez segmentos, como fertilidade, condicionamento, metabolismo, entre outros. A área de grande animais, que congrega bovinos de corte e leite, equinos e ovinos e caprinos, representa 47% do faturamento da Fort Dodge.

(Sérgio Toledo - InvestNews)