Bolsa sobe 1,6% e volta aos 40 mil pontos

SÃO PAULO, 18 de março de 2009 - Apesar da volatilidade registrada na primeira etapa dos negócios, foi o movimento comprador que prevaleceu entre os investidores após a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos Estados Unidos. Sendo assim, ao final dos negócios, o índice acionário da BM&FBovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em alta de 1,6%, aos 40.142 pontos - patamar que não atingia desde 16 de fevereiro deste ano. O giro financeiro somou R$ 4,58 bilhões.

O FomC optou por manter inalterada a taxa básica de juros do País em uma banda de 0% a 0,25% ao ano (a.a). "O Comitê acredita que as condições econômicas justificam os baixos níveis da taxa de juros por um período mais longo", de acordo com a ata.

Porém, o investidores ficaram animados com o anúncio de aquisição de até US$ 750 bilhões de títulos lastreados em hipotecas, aumentando o total para até US$ 1,25 trilhão este ano. Além disso, os membros do FomC também decidiram comprar até US$ 300 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano nos próximos seis meses.

"Durante a manhã, a falta de tendência registrada pelos mercados acionários teve uma dose de realização de lucros e aguardo pelos detalhes do pacotes de salvamento do setor financeiro. A tarde, os negócios foram puxados pelo anúncio do FomC", explica Jayme Alves, analista de investimentos da Spinelli Corretora.

Lá fora, o dado mais relevante pela manhã partiu do governo norte-americano que registrou inflação acima do esperado em fevereiro. O aumento de 0,4% no Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) em fevereiro se comparado janeiro, quando houve alta de 0,3%. Também contribuem para o mexer com o ânimo dos investidores, a informação de elevação dos estoques de petróleo nos Estados Unidos. São 2 milhões barris a mais em relação à semana passada.

Dentre os destaques internos esteve o balanço da BM&FBovespa. A companhia registrou lucro líquido pro forma de R$ 202,4 milhões (R$ 0,10 por ação) no quarto trimestre de 2008, o que representa uma queda de 8,8% em relação ao mesmo período de R$ 222 milhões. No ano, entretanto, o lucro líquido subiu 20,3% em relação a 2007 passando de R$ 755,9 milhões para R$ 909,6 milhões.

"A questão de sinergias e revisão, para baixo, do guidance de despesas foram os pontos alvos do balanço", ressalta o analista de investimentos da Spinelli Corretora. Durante a apresentação dos resultados trimestrais da BM&FBovespa nesta manhã, Edemir Pinto, diretor presidente da companhia, destacou como sendo uma das metas para 2009 a redução das despesas. "Para 2009, o nosso guidance de despesas é de R$ 450 milhões. Sem os esforços de redução das despesas, o volume seria de R$ 561 milhões", afirmou o diretor-presidente da BM&FBovespa.

(Vanessa Correia - InvestNews)