Bolsa foca em aumento de liquidez de derivativos

SÃO PAULO, 18 de março de 2009 - A popularização do mercado de capitais com a criação do home broker, plataforma que permite ao investidor acessar de qualquer lugar suas aplicações em bolsa, independente da assessoria de um agente, pode ser um caminho para aumentar também a liquidez do segmento de derivativos no Brasil. A avaliação é o Carlos Kawall, diretor executivo financeiro, corporativo e de Relações com Investidores (RI) da BM&FBovespa.

Segundo ele, a companhia pretende investir na ampliação dos negócios com derivativos. "Neste ano vamos dar início a atividade dos Algotraders em nosso mercado de derivativos, oferecendo significante liquidez com baixa alavancagem e requerimento de margens", explica.

Além disso, a bolsa deve dar andamento na implantação de uma plataforma para negociação de Certificado de Depósito Bancário (CDB) e mercado de balcão, o que deve trazer mais volume de operações para o ambiente da bolsa, revela Edemir Pinto, diretor presidente da BM&FBovespa. Esta implantação que seria lançada em dezembro do ano passado teve seu lançamento postergado para o final do primeiro semestre deste ano.

"Queremos melhorar a nossa competitividade, torná-la mais rápida, mais confiável e estimular ainda mais o participante pessoa física que não nos faltou em 2008", afirmou Kawall.

Para Kawall, o aumento para 16% das operações via home broker, no quarto trimestre de 2008, partir de investidores de varejo mostra maturidade desse público. "Queremos que o investidor de varejo esteja no mesmo plano que o estrangeiro", destacou o executivo, citando novos produtos para este público como o acesso ao Tesouro Direto via home broker, para facilitar a negociação de títulos da dívida brasileira e os novos ETFs (Exchange Traded Funds) disponíveis para negociação.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)